Em virtude das preocupações constantes do dia a dia, as pessoas deixam de pensar no seu próprio pais. Com isso uma parte da realidade brasileira é despercebida. Pior sequer a midia noticia. De modo que fatos acabam sendo vistos e considerados por poucos.
Cerca de 230 empresas brasileiras se mudaram para o Paraguai. E não são empresas de fundo de quintal, mas gigante como Nike, Adidas e Lupo, as quais produzem muito e exportam mais ainda. Só que agora não mais se encontram no Brasil. Pior a demandada só cresce. Quanto aos motivos inclui desde o tratamento tributário no Paraguai, até a segurança jurídica.
No vizinho pais, a tributação segue os três dez por cento, ou seja, o Imposto de Renda é 10% para a pessoa jurídica e 10% para a pessoa física, igualmente 10% para o consumo e prestação de serviço.
Em relação ao Brasil a diferença é tanta que no Paraguai a produção de uma blusa no valor de R$10,00 com a cobrança de tributo, o preço final chega a R$11,00. Já no Brasil a mesma blusa com a carga tributária pode chegar a R$18,00, ou seja o custo tributário chega a 80% do preço do bem. Então para fugir de custos, empresas brasileiras estão atravessando a fronteira. Mas não é somente o fator tributação que pesa, mas a estabilidade econômica que vive o Paraguai e segurança jurídica.
No Paraguai se trabalha um mês e meio para proporcionar as receitas que o Estado precisa. Já no Brasil o tempo necessário no pagamento de tributos chega a 6 meses.
Dirão não se pode comparar o Brasil com o Paraguai . São 213,5 milhões de brasileiros contra 7.1 milhões de paraguaios. Além disso, o Paraguai é um pouco maior do que o Estado do Mato Grosso do Sul.
Um pais com maior extensão territorial e populacional requer mais gastos na oferta de bens e serviços públicos. Com isso o montante das receitas públicas brasileiras não podem ser as mesmas do Paraguai. E se as receitas dependem de tributação, a carga tributária brasileira também difere.
Tudo isso é compreensível, só que não se pode ficar apenas nesse argumento. É preciso considerar outras realidades e respectivas analises.
O Brasil enquanto agente público é um sujeito gastador. E isso começa na União, percorre estados e chega nos municípios.
Cresceu nos últimos anos o tamanho do Estado e não foi somente motivado por demandas sociais, mas também pelo modo de gestão pública. Hoje desde o prefeito se gasta mal e se faz pouco. Pior cria divida para a população pagar.
O desafio é fazer mais com menos, porém isso é para o setor privado e não para o público.
Voltando ao cenário empresarial. A saída de empresas brasileiras de seu pais de origem não é só um problema econômico, mas social e politico.
Econômico ao mexer com a produção de bens e serviços e pagar salários. Social ao propiciar o desemprego e politico no aumento de gastos mediante programas sociais, incluindo Bolsa Família e seguro desemprego.
Em 9 Estados brasileiros, há mais famílias recebendo o Bolsa Família do que empregados formais com Carteira assinada. Haja tributação necessária para tanto dinheiro?
Só que os problemas não param por ai, a China chegou ao Brasil de mala e cuia não para nos ajudar e sim nos usar.
Informações dão conta que mais de mil chineses estão chegando em território brasileiro motivo trabalharem na fabrica de carros elétricos da BYD no Brasil, localizada em Camaçari, na Bahia.
No discurso governamental a empresa ira criar centenas de empregos o que ajuda o Brasil. Na verdade a mão de obra utilizada na sua maioria é chinesa. Com isso a China usa o espaço brasileiro. Na prática, o Brasil perde empresas brasileiras para o Paraguai e recebe capital e mão de obra chinesa para produzir em beneficio da China. Mais claro que isso, só se desenhe.
Resumo da ópera, a saída dos brasileiros não é o aeroporto, mas as próximas eleições. Mudar Presidente da República já não é mais questão de se livrar do precipício, mas salvação.
Hoje o politico afeta o jurídico, o econômico e social. Ou se age sobre as causas ou então se convive com os efeitos, onde a febre promete aumentar, enquanto muitos culpam o termômetro.
